Tal PAI, tal filho…

Por Karlla Marinho:

 

Aqueles que conseguem buscar na memória tempos preciosos que tiverem na companhia do pai, são verdadeiros privilegiados. As brincadeiras de cavalinho, os passeios de mãos dada, o sorriso largo, o “bom dia” especial, com direito a barba espetando o rosto, aquele sentimento de proteção.

digo e meninas

Dizem que as mulheres são mais apegas ao pai, aqui em casa, com a Helena e a Júlia, isso é bem verdade.

Às vezes fico até enciumada, confesso, rssss. Mas eu sei que essa presença, cuidado e parceria na criação e formação do caráter e intelecto das meninas, que ele (Rodrigo/pai das meninas) faz questão de manter, hoje em dia é cada vez mais raro.  A final, não basta ter o nome na certidão de nascimento, ou apenas manter a aparência de “família”. Para ser pai de verdade, é preciso ser presente e influenciar, de maneira POSITIVA, os filhos.

E marcar positivamente os filhos é a parte mais difícil, é onde requer o maior esforço. Alguns casais que tentam manter a aparência de uma família feliz, mas na verdade transformam a casa em campo de batalha, ou mesmo levam uma vida promíscua e cheia de vícios acabam sendo um exemplo copiado pelos filhos que certamente sofrerão com problemas emocionais.

Nos Estados Unidos, mais de 20 milhões de crianças vivem em uma casa sem a presença física de um pai. Outros milhões têm pais que estão fisicamente presentes, mas emocionalmente ausente.

Os especialistas americanos acreditam que se fosse classificada como uma doença, a orfandade seria uma epidemia digna de atenção como uma emergência nacional.

adoção

Os estudos apontam para o fato de que as crianças com pais envolvidos desfrutam de melhores oportunidades, enquanto que a ausência do pai está ligada a efeitos como pobreza, saúde materna e infantil, prisão, crime, gravidez na adolescência, abuso infantil, abuso de drogas e álcool, educação e obesidade infantil.

(Fonte: https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&tl=pt&u=http%3A%2F%2Fwww.fatherhood.org%2Ffather-absence-statistics&anno=2)

No Brasil, os dados são antigos, mas de acordo com o Censo Escolar 2012, cerca de 5,5 milhões de crianças não têm o nome do pai na certidão de nascimento.

Uma pesquisa do Datafolha revelou que 70% dos menores infratores internados na antiga Febem não viviam com o pai.

Quando comecei a pesquisar sobre este assunto, para poder escrever para o blog, eu realmente fiquei assustada com os números, mas também me ajudou a refletir sobre o papel tanto do pai, quanto da mãe, na formação da sociedade. Temos um grande peso de responsabilidade e precisamos que cada uma faça sua parte.

Um filme que trata muito bem sobre esse tema, chegou ao Brasil como o título “Corajosos”.

corajosos

O filme conta a história de cinco homens que decidiram mudar as suas vidas. Quatro deles são experientes policiais que como pais não exerciam a função com tanta dedicação e quando eles começam a passar por algumas dificuldades familiares como a perda de uma filha e o desemprego, eles fazem um compromisso de honrar a Deus através do cuidado com suas esposas e filhos, dando prioridade à família.
Eles assinam um documento chamado de “Resolução”  que acaba tomando uma proporção maior do que o imaginado e se torna um valioso instrumento para transformar centenas de vidas.

Baseado no filme homônimo de Alex e Stephen Kendrick, Corajosos mostra como a relação com os pais pode marcar profundamente – para o bem ou para o mal – a vida de uma pessoa.

O filme é realmente lindo, emocionante e inspirador e vale a pena assistir com toda a família.

Foi maravilhoso compartilhar com vocês um pouco da minha experiência e o resultado dessas pesquisas e meu desejo é que você também possa refletir sobre tudo isso e compartilhar aqui conosco a sua opinião. Um grannnnnde beijo e até a próxima.

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Publicado em 16 de agosto de 2016, em Vamos passear?. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Ótimo post, muito pertinente nos dias atuais.

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