Arquivo mensal: abril 2014

Quem disse que grávida não pode malhar?

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Eu e Renata, minha teacher e amiga querida

Sempre tive muita preocupação com meu corpo, com meu peso. Morria de medo de engravidar e ‘estragá-lo’. Mas aí veio a gravidez. Lembro que logo na primeira consulta com meu ginecologista, falei pra ele sobre minha preocupação. Ele falou que não havia problema nenhum em manter a academia. Só proibiu esportes de contato – tipo vôlei, basquete, etc – para não bater a barriga.

Falei com minha professora na academia, a Renata, dei a notícia da gravidez e comecei a ser paparicada a partir dali. Nicolas malhava comigo pelo menos três vezes na semana. A academia que eu frequento é voltada apenas para mulheres. Portanto, as meninas já têm um certo preparo ao lidar com as futuras mamães. Uma delas me emprestou um livro falando sobre esporte e gravidez.

A diferença de ser acompanhada era que ao chegar na academia, a Renata aferia minha pressão para saber se estava tudo bem. Ela adaptava exercícios por causa de minha condição e não me deixava pegar muito pesado. Dizia que eu não precisava ganhar massa, mas manter minha saúde.

Na gravidez cuidei muito da alimentação. Saí poucas vezes de uma dieta balanceada. Procurava comer muita fruta, verdura, legumes, vitaminada com linhaça para evitar prisão de ventre. E deu certo. Meu único medo era engordar muito. Mas nunca senti aquela famosa fome de comer por dois. Juro!

Nas primeiras semanas, sentia enjoo da hora que acordava até a hora de dormir. Isso durou uns três meses. E também me ajudou a não comer muito. Dr. Daniel Nakamura, meu ginecologista, me orientou a comer de três em três horas para evitar o enjoo. Não adiantava muito, mas eu o obedecia com a esperança daquilo passar. O interessante era que o enjoo era misturado com fome. Daí eu comia um pouquinho, ele passava e quando acabava de comer, lá estava ele de novo.

Malhei até o oitavo mês. Como a academia tem formato de circuito, mistura exercícios aeróbicos, com local e musculação, algumas vezes, precisava fazer abdominal no chão e para levantar… demorava muito e atrapalhava as outras alunas. Daí resolvi parar.

No final ganhei uns 12kg. Perdi tudo em dois meses, quando o Dr. Daniel me liberou para voltar à academia. A amamentação ajuda demais. Mas, meu corpo ainda não voltou a ser o que era antes da gravidez. Minha barriga nunca mais foi a mesma. E a chegada do Nicolas me impossibilita de correr atrás do prejuízo. Até porque agora minhas prioridades são outras.


 

Relato da Renata Santos, minha educadora física, que foi uma “fofa”:

A Mariane não foi minha primeira experiência gestacional, em relação ao acompanhamento. Todavia, há muito tempo na academia não recebíamos uma grávida, e foi muito gratificante acompanhá-la porque além de perceber a satisfação dela, no decorrer do tempo observei que a mesma serviu de motivação pra muitas futuras mamães que engravidaram em seguida!

Ficou inicialmente fácil acompanhá-la, pois já era minha aluna de longa data, sempre tivemos cumplicidade, então eu já conhecia exatamente o seu grau de condicionamento. É claro que o objetivo passava a ser outro, e com isso, a dinâmica de treino variou, e os cuidados tornaram-se rigorosos, como aferimento de P.A, hidratação durante treino, horário da última refeição antes do treino.

A diferença acontece para alguns quesitos:

-Frequência Cardíaca deve ficar entre 50% a 65%

– Tempo de treino 30 minutos.

– Acrescentar com mais enfase exercícios de fortalecimento da lombar (intercostais/ dorsais), musculatura de adutores de coxa e assoalho pélvico.


 

Benefícios:

melhora da circulação; ampliação do equilíbrio, redução do inchaço, alívio nos desconfortos intestinais, diminuição de câimbras nas pernas, fortalecimento da musculatura abdominal, facilidade na recuperação pós parto.

O que geralmente vemos são grávidas fazendo hidroginástica, porém aquelas que gostam de fazer musculação não precisam parar. Podem muito bem seguir, desde que haja o total acompanhamento.

 

Por Mariane Cruz

 

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O primeiro cofrinho a gente não esquece

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Sou de uma época em que os pais faziam poupança para os filhos, muitas vezes estimulando os mesmos a terem seus próprios cofrinhos. Quem não lembra dos cofres em formatos de latas de refrigerante da Caixa Econômica? Eu tinha!

Hoje temos outras opções: previdência privada, mesada, entre outros. Mas acho que estimular a criança a lidar com o próprio dinheiro, desde novinha, colocando moeda no cofrinho é bem interessante.

Por isso mesmo, antes da Maria Rita nascer ela já tinha um cofrinho. A história do cofre é interessante: no meu baby chá fiz um bingo como programação para divertir os convidados e o cofre era um dos mimos. Advinha quem bingou o cofre, em formato de coração e com argolas em pérolas: minha mãe. Que não pensou duas vezes, assim como me deu o primeiro cofre, decretou: “Esse é da Maria Rita”. Leia o resto deste post

Bernardo e R.: eles só queriam ser amados

R. , de 6 anos,  conheci quando eu tinha 25. Podia ser minha filha, mas naquela época, repórter full time (ralava de 9 a 12 horas por dia) na editoria de Cidades do Estadão, certamente não teria sido uma mãe muito presente. Mas mesmo que ficássemos juntas apenas duas ou três horas por dia, tenho certeza que ela iria ter muito, muito carinho, que é tudo que uma criança precisa, ou quase tudo. Mas certamente amor é o principal.

Foto: Lilo Clareto

Foto: Lilo Clareto

A garotinha, que me abraçou e ficou me seguindo durante toda a entrevista (o fotógrafo Lilo Clareto até tirou essa foto, que guardo até hoje, de nós juntas conversando, que coloquei em cima da matéria), estava há um ano no abrigo para crianças abandonadas no Pacaembu, em Sampa, que fazia parte do complexo da Febem. A mãe era drogada, abandonou a filha sozinha por dois dias em casa, sem comida e água, e ela foi levada à Febem.

Eu e o Lilo passamos três dias preparando essa reportagem especial que saiu num domingo e numa segunda-feira. Fomos a todas as 15 unidades entrevistar desde garotos estupradores de 12 anos a crianças como R., abandonadas pela família (ou tiradas dos pais pela Justiça, depois de abandono ou alguma outra violência). Para mim, foram dias (aqueles e além) de pouco sono e pesadelos, remoendo o que via e ouvia.

Confesso que tenho muita dificuldade em entender a cabeça de um criminoso sociopata, especialmente de desgraçados infelizes que cometem qualquer violência contra crianças ou animais. Mas tenho muito mais dificuldade, muito mais ainda, para entender a cabeça de um pai ou uma mãe que faz o que a mãe de R. fez. Ou o que fez o pai de Bernardo, do menino de olhos tristes que foi assassinado pela madrasta no Rio Grande do Sul.

Assim que vi a primeira foto e li os primeiros textos sobre Bernardo, chorei e só pensei em abraçá-lo. Bem forte. Como foi com R. Na verdade, ela que correu para meus braços assim que entrei no prédio. “Me leva?”, ela pediu. Eu não podia (ela não estava para adoção), embora até hoje queira adotar uma criança. Depois que começamos a conversar, ela ficou animada quando prometi que iria levar um presente em seu aniversário, que estava perto. Ela me disse que a mãe tinha prometido que iria voltar para buscá-la.

Não sei se era sonho dela, isso de a mãe ter dito que iria buscá-la, mas o fato é que me apeguei à garotinha e levei presente no dia de seu aniversário, no dia das Crianças e no Natal daquele ano. Já no ano seguinte, a assistente social, um desses anjos que a gente conhece pela vida, me contou que a mãe tinha ido buscá-la depois do Natal. Por muito tempo torci e rezei para que a mãe estivesse sempre presente e sempre fosse muito carinhosa com ela.

Bernardo, a gente sabe, a gente leu, era um menino tri carente. Carente do carinho do pai, da mãe, que foi muito cedo (porque você o abandonou, mãe? ou será que você não fez isso?)  e, principalmente, carente do amor de quem devia ser sua mãe de coração: a madrasta nefasta, que não sei como não se enternecia por aquele olhar de cachorrinho pidão do menino franzino. O garoto vivia pelas casas dos vizinhos, mendigando carinho dos pais dos coleguinhas.

Embora a madrasta tenha matado o menino triste, a culpa por tudo é de quem era seu sangue, do pai. O Fabricio Carpinejar, poeta que admiro, fez um texto emocionante em sua página no Facebook (https://www.facebook.com/carpinejar) sobre esse abandono parental no caso Bernardo. Como pode um pai ter uma página social onde tinha fotos da filha e não ter nenhuma do outro filho? Como pode um pai não tomar nenhuma atitude ao saber que a vagabunda com quem ele casou deixava seu filho fora de casa até ele chegar do trabalho?

O advogado desse diabo respondeu ao Carpinejar, dizendo que ele (o poeta) não conhecia seu cliente e um dia iria entender tudo. Eu não consigo imaginar nenhum argumento plausível, compreensível, inteligível ou humano que possa justificar a falta de carinho, de amor que esse pai tinha para com aquele pobre garotinho.

Desde sempre eu acho que a Declaração Universal dos Direitos da Criança devia mesmo era começar com algo parecido com o princípio 6, que diz que toda criança tem “direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade”. Devia ser um direito e devia ir à prisão quem ousasse ter coragem de qualquer ato de desamor com um inocente, especialmente seus pais. Devia ser assim. Bernardo devia ter direito a ser amado. Espero, muito, que R. tenha tido, que tenha até hoje.

por Liege Albuquerque

Mídia Amiga

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Boneca pintada

Quem é mãe de menina não tem como fugir, fatalmente as bonecas da filha irão aparecer, do nada, com o rosto manchado de caneta. E aí o que fazer? Poxa a boneca era a preferida, ou pior, foi cara e não tem nem uma semana. A gente passa álcool, sabão, coloca no sol, faz um monte de coisa. Foi assim comigo quando a Mônica da Maria Rita apareceu toda riscada. Acabou que ela foi ficando no canto e tive que doa-la. E não é que agora me deparo com uma promessa para tirar manchas de caneta das bonecas. Pois é, é no Roteiro Baby. Eu ainda não testei, mas se você testar, me avisa do resultado, tá?!

http://www.roteirobaby.com.br/2013/08/como-tirar-manchas-de-caneta-das-bonecas.html

 

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Peça Infanto Juvenil com preço popular é destaque deste fim de semana

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 Final de semana agitado para criançada em Manaus com atrações na Feira do Empreendedor, Cidade das Crianças e Bosque da Ciência. O destaque fica por conta da Peça Infantil “O Príncipe da Dinamarca, um Hamlet com humor de palhaço” da Cia. Vagalum Tum Tum, de São Paulo, no Teatro Direcional. Desafiando-se a apresentar o atormentado príncipe Hamlet à garotada, o Diretor e adaptador Angelo Brandini superou-se em criatividade, graça, escolha de linguagens e eficiência narrativa, tudo se passando dentro de um cemitério com todas as personagens como mortas. Para as crianças, é um mundo de descobertas, sem medo de temas tabus (assassinatos, vinganças). Para os jovens, há um frescor dark e um humor frenético.          

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